Bradou a nau de Cabral
Desembarcando em terra desconhecida
Lançou semente eternamente ouvida.
Ilha de Vera Cruz foi batizada
Na praia da Coroa V
ermelha
Primeira missa foi celebrada
Consagrando a Deus
Esta terra abençoada.
Em 1822, bradou a espada
Às margens do Ipiranga
A história foi forjada para a eternidade
Quando Dom Pedro I
Nos legou a liberdade.
Inspirada por José Bonifácio
A independência foi conquistada
Às custas de muito suor
Nossa história estava selada.
Ainda que muito comemorada
Não é data somente de festejo
Mas tempo de reflexão e lembrança
De inúmeros heróis brasileiros.
Esquartejado em praça pública
Tiradentes foi um dos primeiros
Joana Angélica defendendo convento
Também tombou em sangrento evento.
Maria Quitéria não fugiu da luta
Zumbi Dos Palmares combateu até a morte
Tantos outros enfrentaram seu destino
Legando ao Brasil um passado forte.
Qual o preço da liberdade?
"Sangue", diz a história
Este capítulo a Mãe-África conhece bem
Pois ainda lembra dos seus filhos aqui tombados e chora.
País hoje emancipado
Em momento amargurado
Livre da coroa portuguesa
Preso nas garras da incerteza.
Povo dono de infinita esperança
De sorriso singelo
Se orgulha nesse dia
Do seu Pavilhão Verde e Amarelo.
Não desiste jamais da sua liberdade
Luta com bravura contra os grilhões da sujeição
Servidão apenas solidária com seus iguais
Jamais se curva a inimigos mortais.
Parafraseando Dom Pedro I
Encerro encorajando este povo viril
OU FICAR A PÁTRIA LIVRE
OU MORRER PELO BRASIL!
